24 de agosto de 2026
Também publicado em Deutsch, Español, English, Italiano, Polski
Políticos suecos pedem exclusão da Palantir por falta de transparência em contratos governamentais
Políticos suecos pedem o fim imediato dos contratos com a Palantir, empresa de tecnologia fundada por Peter Thiel, devido a preocupações com a falta de transparência em seus acordos com autoridades governamentais. Segundo o presidente da organização estudantil Centerstudenter e candidato ao Parlamento sueco, Rasmus Elfström, o país teria sido "ingênuo" ao permitir a participação da companhia em projetos sigilosos sem supervisão adequada. "Não confio que a Palantir não acesse dados que alega pertencer apenas aos clientes", afirmou Elfström ao Breakit.
A polêmica envolve o uso de tecnologias de inteligência artificial e análise de dados pela Palantir em órgãos públicos suecos, incluindo forças de segurança e defesa, embora os detalhes específicos dos serviços prestados permaneçam classificados. Autoridades como a polícia não revelaram como utilizam as ferramentas da empresa, o que intensificou críticas sobre a ausência de fiscalização.
O Partido do Centro, ao qual Elfström é filiado, defende a remoção imediata da Palantir, posição apoiada pelo Partido Verde. Já o Partido de Esquerda propõe análise caso a caso, enquanto o Partido Democrata-Cristão, os Liberais e os Democratas Suecos defendem a manutenção dos contratos vigentes. Os Moderados e os Social-Democratas afirmam confiar nas avaliações das autoridades responsáveis pelas licitações.
A empresa, considerada uma das maiores vencedoras da revolução de IA, registrou crescimento recorde recentemente: aumento de 93% na receita global e lucros bilionários. Na Suécia, a receita líquida da Palantir atingiu 151,1 milhões de coroas suecas em 2025, ante 146,7 milhões no ano anterior, segundo dados divulgados. Todas as receitas no país são provenientes de vendas externas.
Breakit reportou que a discussão sobre a atuação da Palantir na Suécia ganhou força após a confirmação de sua colaboração com o setor de defesa nacional e outras agências governamentais.