Expansão · 12 de outubro de 2026
Manus lança agente pessoal em um mês, mas BAT ainda não se rende
Manus lançou um agente pessoal chamado Cue, que permite ao usuário configurar um assistente capaz de usar e‑mail, telefone, carteira e computador para executar tarefas dentro de um orçamento definido. O lançamento ocorreu em 28 de setembro e, apenas 20 dias depois, a Meta introduziu o Muse, um agente em nuvem que continua a executar tarefas mesmo após o encerramento da aplicação. Outras empresas também avançam: OpenAI apresentou o dots, que permite que assistentes mantenham conversas entre si, e a própria Manus retomou a operação independente após ter anunciado parceria com a Meta no final do ano passado.
A competição entre os grandes players chineses – ByteDance, Tencent e Alibaba – gira em torno de quem conseguirá transformar o agente pessoal em um ponto de contato permanente para os usuários, substituindo a necessidade de abrir aplicativos de compras ou viagens. Cada empresa traz recursos distintos: ByteDance possui um vasto público de aplicativos de IA, Tencent controla o ecossistema do WeChat e Alibaba integra comércio, pagamentos e serviços de entrega em sua plataforma.
A estratégia de monetização ainda está em fase de teste. Analistas estimam que, até 2030, o agente Muse pode gerar mais de 27 bilhões de dólares em receita, sendo que a maior parte virá de transações. Contudo, ainda resta incerteza sobre como os agentes conseguirão convencer os usuários a delegar decisões de compra e quais acordos comerciais serão firmados com os parceiros.
Um ponto crítico ainda não foi resolvido: a autorização do usuário e a aprovação das plataformas. Amazon bloqueou o acesso do Muse ao seu marketplace, exigindo que agentes se identifiquem e recebam credenciais adequadas. Instacart, por outro lado, aceitou integrar seu serviço de compras de supermercado ao Muse, permitindo que os usuários iniciem a compra por meio de conversas e concluam o pagamento em sua própria plataforma.
A disputa entre gigantes tecnológicos e startups como Manus demonstra que, embora o conceito de agente pessoal esteja ganhando tração, ainda falta um consenso sobre como equilibrar a autonomia do agente, a confiança do usuário e a viabilidade comercial das transações.
Informado por TMTPost.