Investimento · 29 de setembro de 2026
WEF destaca importância da 'emotional literacy' na era da IA
O World Economic Forum (WEF) enfatizou a necessidade de desenvolver a "emotional literacy" para complementar a utilização da inteligência artificial (IA) nas comunicações do ambiente de trabalho. Essa abordagem visa melhorar as relações interpessoais e a confiança entre os indivíduos, destacando que a dependência excessiva da IA pode comprometer a capacidade humana de empatia.
A pesquisa indica que, nos Estados Unidos, 35% dos funcionários já usaram IA para redigir ou revisar comunicações sensíveis no local de trabalho. Embora a IA ofereça vantagens, como a agilidade na elaboração de textos, o WEF alerta para os riscos de delegar a comunicação interpessoal à tecnologia. A organização argumenta que, ao confiar na IA para gerenciar a comunicação, os indivíduos podem perder a habilidade de se conectar emocionalmente com os outros.
O conceito de "emotional literacy" envolve entender e comunicar emoções de maneira adequada, sendo visto como um complemento crucial às habilidades tecnológicas necessárias para utilizar a IA eficazmente. Segundo o WEF, é essencial que as empresas não apenas invistam em treinamentos sobre IA, mas também promovam o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais entre seus colaboradores.
A crescente automação na escrita e na comunicação pode levar à diminuição da empatia, pois a IA é capaz de gerar textos que parecem empáticos, mas não refletem uma verdadeira compreensão emocional. O WEF adverte que a outsourcing da empatia para a IA pode resultar em uma erosão da capacidade humana de se colocar no lugar do outro.
A organização conclui que, para construir confiança e relações sólidas, as pessoas devem continuar a se envolver ativamente na comunicação, escolhendo palavras que reflitam suas emoções e experiências pessoais, ao invés de depender de textos gerados por IA. Assim, a formação em "AI literacy" deve ser acompanhada de treinamentos em "emotional literacy" para que os profissionais possam discernir quais aspectos da comunicação podem ser automatizados e quais devem ser gerenciados pessoalmente.
Informado por AMP.