Produto · 23 de agosto de 2026

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Termos de acordos de investimento em startups: o que significam prioridade de compra, tag along e drag along

A wooden table topped with lots of legos
Green Liu / Unsplash

Um dos pontos mais questionados por fundadores ao analisar contratos de investimento é a necessidade de obter consentimento de investidores para vender suas próprias ações. Segundo o guia jurídico publicado pela VentureSquare, cláusulas comuns exigem que o fundador ofereça aos investidores a oportunidade de comprar suas ações primeiro ou que venda junto com as ações dos investidores quando estes decidirem vender sua participação na empresa.

Essas regras são projetadas para manter a governança estável após o investimento e proteger a capacidade de saída dos investidores. No entanto, como os nomes são semelhantes e várias dessas cláusulas podem atuar simultaneamente, entender apenas os conceitos não é suficiente. A aplicação de cada direito depende de quem pode exercê-lo, quando e sob quais condições, o que afeta diretamente os interesses de fundadores e investidores.

A prioridade de compra (Right of First Refusal, ROFR) permite que investidores tenham a primeira oportunidade de adquirir ações de fundadores ou outros acionistas quando estes recebem uma oferta de terceiros. Segundo o artigo, o fundador deve notificar o investidor sobre os termos da proposta recebida, incluindo preço, quantidade e forma de pagamento. O investidor então decide, dentro do prazo estabelecido no contrato, se deseja comprar as ações nas mesmas condições oferecidas pelo terceiro.

O direito de tag along possibilita que investidores vendam suas ações junto com as de um acionista controlador ou fundador quando este decide vender sua participação. A VentureSquare explica que isso garante aos investidores uma saída caso a venda do controlador resulte em uma mudança na estrutura societária ou na direção da empresa. O investidor deve manifestar interesse em participar da venda dentro do prazo definido, e o comprador pode ser obrigado a adquirir também as ações dos investidores, dependendo do que estiver acordado.

Já o drag along permite que um acionista ou grupo de acionistas obrigue outros a venderem suas ações nas mesmas condições quando uma venda da empresa ou de um bloco de controle está em negociação. Segundo o guia, essa cláusula é frequentemente usada em processos de M&A para evitar que a recusa de alguns acionistas impeça a conclusão da transação. No entanto, fundadores devem estar cientes de que essa cláusula pode resultar na perda do controle da empresa e da participação societária.

O direito de venda forçada (Put Option) é outra ferramenta comum em contratos de investimento. Ele permite que o investidor exija que a empresa ou os acionistas comprem suas ações em casos específicos, como descumprimento de obrigações contratuais, uso inadequado dos recursos investidos ou violação de representações e garantias. O preço de compra geralmente é calculado com base no valor investido inicialmente acrescido de uma taxa de retorno acordada.

A VentureSquare destaca que a aplicação simultânea de várias dessas cláusulas pode gerar conflitos, especialmente quando novos investidores entram na empresa. Questões como a ordem de exercício dos direitos, a divisão das ações entre os investidores e as condições de venda devem ser claramente definidas para evitar atrasos ou disputas durante transações futuras. A publicação recomenda que fundadores analisem não apenas a existência dessas cláusulas, mas também os detalhes de como, quando e por quem elas podem ser exercidas.