Investimento · 29 de agosto de 2026

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Meta receberá autorização final para construir centro de dados de 1 bilhão de euros em Talavera de la Reina

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Allison Saeng / Unsplash

A Meta obteve a autorização definitiva da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha para a reparcelação urbanística do terreno em Talavera de la Reina, concluindo um processo de tramitação que durou anos. Segundo David Gómez, delegado regional da Junta, a empresa já pode apresentar os projetos construtivos e solicitar as licenças de obra ao Ayuntamiento local. O projeto, que já foi classificado como de Interesse Singular em 2020, representa um investimento de 1 bilhão de euros, totalmente financiado pela Meta, sem recurso a fundos públicos.

O centro de dados ocupará 191 hectares e gerará 250 empregos diretos estáveis, além de até 780 postos anuais na cadeia de suprimentos. A operação será realizada com sistema de refrigeração a ar seco, reduzindo o consumo de água para 0,2 hectômetros cúbicos por ano. Meta também se comprometeu a recuperar ecologicamente os arroios Zarzueleja e Cervines, criando um parque fluvial de até 60 hectares próximo à localidade de Gamonal. A empresa deve depositar uma fiança de 1.089.554 euros para garantir o uso adequado do solo, com prazo de nove dias para cumprir a exigência.

O projeto está estruturado em quatro fases, com previsão de conclusão em 2036. A obra transformará Talavera de la Reina em um "nó estratégico da economia digital no sul da Europa", afirmou David Gómez. A Meta já adquiriu 190 hectares do polígono de Torrehierro por 20,6 milhões de euros, em transação mediada pela SEPES, entidade estatal de solo.

O Governo espanhol estuda regulamentações mais rígidas para centros de dados, exigindo que operem dentro da União Europeia, mantenham dados no território comunitário e cubram ao menos 80% do consumo energético com fontes renováveis a cada hora. Projetos ainda não conectados à rede, como o de Talavera, terão seis meses para se adequar ou perderão o direito ao fornecimento elétrico.

O consumo de água do projeto foi reduzido de 4,8 bilhões de litros anuais em estimativas iniciais para cerca de 200 milhões de litros por ano, após ajustes técnicos e relatórios ambientais. A Confederação Hidrográfica do Tajo havia colocado o projeto em pré-alerta por escassez hídrica, mas a Meta afirma que o novo sistema de refrigeração minimiza o impacto. Especialistas, no entanto, alertam que parte da água evaporada não retorna ao ciclo hídrico, o que pode afetar a disponibilidade do recurso na região.

A Meta inicialmente planejou o projeto nos Países Baixos, sob o nome "Operação Tulipán", mas enfrentou resistência local devido ao consumo de água e energia. Em 2022, a empresa transferiu a iniciativa para Espanha, renomeando-a como "Operação Zarza", após a Declaração de Interesse Regional emitida pelo Governo de Castilla-La Mancha.

Xataka noticiou que o projeto foi publicado originalmente pela mesma plataforma, assinado por Isra Fdez.